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NOSSAS HISTÓRIAS
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Ádila

Registrado: 20/09/05


Éramos quatro filhos, morávamos em Maracanã, interior do Pará. Eu era a caçula, e também a mais destemida... Só quem tinha bike era meu pai, que morria de ciume dela, pois era um dos mais valiosos bens da família,uma dessas Barra circular que ele usava para ir e vir do trabalho . Quando ele vinha almoçar, tirava aquela soneca, eu me aproveitava da bike, lógico que escondido... Eu era miuda, +_ 5 anos, e precisava enfiar a perna por dentro daquele círculo do quadro, então saia pedalando feliz da vida. Depois, maior um pouquinho,já dava para pedalar sentada no varão, mas mesmo assim os pés não alcançavam o chão, eu tinha que pedir ajuda para as calçadas das casas no momento de sair e parar. Eu era (?) mesmo viciada numa magrela, pois era só encostar algum moleque amigo de meus irmãos, e lá tava eu pedindo, com o dedinho polegar prá cima: "me dá uma volta?" Wink e numa dessas, tomei emprestada uma monareta, e ainda coloque uma parceira na garupa. Caraca, numa das ladeiras da cidade, soltei os freios, velocidade máxima, adrenalina a mil, aí minha parceira começou a gritar de medo, sacolejar a garupa, e adivinhem o resultado: quedão, quedaço homérico, com direito a eu ter meus dois dentinhos de leite quebrados (esses da frente, em cima)... Toda ralada e desdentada, ainda voltei para casa em cima da bike, que graças a Deus ficou intacta!
Só pude comprar a MINHA bike quando eu tinha 23 anos, e foi fruto de meu trabalho... Era uma Caloi lilás 18 marchas , de ferro, maravilhosa, foi paixão à primeira pedalada... Começei a usá-la para ir ao trabalho, eram 6 km indo e 6 vindo. Num belo domingo, junto com meu ex, resolvemos ir até Mosqueiro de bike. Nooosssa, foi tudo de doce e amrago que se possa imaginar... Eu deitava no acostamento quente da estrada de Mosqueiro, morta de cansada, desconjurando o infeliz Evil or Very Mad que teve aquela idéia ... Daí, nunca mais parei... qualquer folguinha, era pedal longe... Mosqueiro, Vigia, Igarapé-Açu, Maracanã... Quando me separei do ex citado acima, começei a pedalar sozinha nas madrugadas da cidade, e foi quando encontrei com o grupo do Beto, Sávio, Cândido e etc. Pedi permissão para me agrupar, e lá íamos todas as terças e quintas, 5 hs da manhã, pedalar e ver o sol nascer... Tem espetáculo melhor?!
Um dia , em 2003, li sobre a Kaluanã e a ABEA, entrei nos sites e logo me encaixei numa dupla para disputar o Adventure URB, eu eo LUCA. Depois formei equipe, onde participei de minha 1ª corrida de aventura off, em Barcarena, junto com Dirceu, Aguiar e outro amigo. Daí, vieram as trilhas, vieram meus amigos MANOEL, FÁBIO, PACOVAL, GUILHERME BAHIA, WANESSA, MÁRCIO LEVY, THUTHUCÃO WAGNER E THUTHUCA ALETÉIA, KADJA, IVAN, DÊNIS, CINTHIA, ZETTI, MARCELO, LYZ, nossa... mais um monte de gente que se delicia com a mesma paixão que eu! Sou imensamente feliz por ser ciclista Smile , e mais um pouquinho feliz por ser trilheira Very Happy !
forte abraço,
Ádila Varela

Aldo Biker

Registrado: 05/12/05
Localização: Marambaia


Eu tinha uma namorada e eramos o par perfeito, mas um dia ela teve a maravilhosa idéia de me convidar para pedalar e eu topei na hora. Só tinha um detalhe, eu não tinha bike e mal sabia andar. Passei 4 horas fazendo promessas a minha mãe para que compra-se uma bike. Promessas aceitas e lá fomos nós. Chegamos no Castanheira e dei de frente com a novissima Caloi Elite 21, toda STX e Suspa Duotreck. Comprei a bicha e sacrifiquei meu salário de três meses, pois era aquilo que eu queria. A garota que me fez comprar a bike me largou, Pois eu não fui trabalhar por três dias e namorar então. Era eu e minha caloi para cá e para lá. Essas bikes da caloi eram muito bonitas e resistentes, o meu durou mais de 10 anos na minha mão. Daí eu ia para Outeiro num domingo e no outro também e via o povo chegar dos treinos cansados e eu perguntava o que eles tinham na cabeça, pois podiam ficar se divertindo na praia. Eles apenas não sabiam explicar. Mas eu entendi e aprendi. Hoje em dia eu nem vou na praia mais, ,pois uso as bikes para treinar e pedalar por aí pelas estradas o dia todo se for preciso. Gostaria de usa-la para ir ao trabalho, mas infelizmente não posso.

Resumindo: Não tem nada melhor que andar de bike, por isso que minha namorada me deixou, mas hoje em dia eu aprendi a conciliar a família com o esporte.


Bahia

Registrado: 19/09/05

Minhas história com a bike começou..... "sei lá quando começou!",,, pula essa parte.
Em 1987 comprei minha primeira bicicleta, uma speed (caloi), durante 7 anos tive o prazer de ir para mosqueiro na magrela. Chegando lá eu guardava a bike e pegava a canoa para remar, saía com meus primos para ir pescar e depois a gente voltava em disputa de canoagem. Outra coisa que gostava muito de fazer era ir para a mata apanhar açaí e a caçar. A bicicleta foi ficando velha e eu tive que dar ela. Voltei então a usar as bicicletas comuns (caloi e monark) para ir na feira, comprar pão e ir jogar bola.
Durante anos dividi minhas horas entre estudar, jogar futebol de salão, handbol, voleybol, dança de salão e danças folclóricas. Foi assim até eu passar a trabalhar 8 horas por dia.... pronto, não tinha mais tempo para praticar meus esportes. Fui engordando, engordando e engordando
Em 1999 fui para Brasília (DF) e lá me desliguei mais ainda das atividades físicas.
Em 2001 voltei para Belém para terminar meus estudos na Unama (L.Matemática) e no pouco tempo de tinha eu conheci o pessoal do ATAQ, fiz um curso de rapel e conheci alguns "malucos" de aventura. Foi aí que começou minha história na aventura.
Comprei uma bicicleta, e sem conhecimento, enfiei "a cara" numa sundown de aço, full suspesion,,, eita nome bonito.... mas pesava uma tonelada (coisa de doido).
No SERPRO tinha um amigo que largou o cigarro, e para não voltar a fumar encontrou no ciclísmo a solução. E aí juntou-se eu, Saldanha e o Reginaldo. Formamos então um trio e nossa 1a. aventura foi ir para Caripi (alça viária não existia). Eram duas speed e uma mtb.
Depois o Dênis também comprou uma caloi de R$500,00 (hoje ele tem uma R$5.000,00 e aí fomos aumentando a turma, fizemos convite para alguns amigos até que conheci o Edilson. Com o conhecimento dele em bike, vi que eu estava carregando um peso nas costas... tava na hora de trocar minha bike. Mesmo assim participei de 4 provas da kaluanã com a Sundown, uma corrida de 30 km se transforma em 50 km com aquela bike.
Finalmente montei uma um pouco melhor, de alumínio com conjunto shimano alivio, bem mais leve e rápida. Participei de algumas provas com ela e meu desempenho foi muito melhor.
Nas corridas de aventura conheci a turma da EART (Fábio, Marcelo, Zetti, Ádila e Pacolval) e daí em foi criada a parceria entre os passeios dos GUARIBAS e os passeios da EART. As vezes as agendas se conflitavam e então, resolvemos fazer uma agenda só.
No início de 2006 dois grandes problemas tentaram me afastar da bike:
1o. - Perdi minha bike numa travessia do Tucumaeira, o famoso igarapé engolidor de bicicletas.
2o. - No dia 31/01/2006 capotei com um ônibus em Goianésia e fiquei 6 meses afastados.
Novamente o processo de engorda começou. Tomei muito corticóide para aguentar as dores e com isso, fui aumentando de peso.
Hoje, consegui montar uma bike de alumínio de 5a. categoria com algumas peças da minha velha sundown, mas um dia eu vou montar uma bike melhor, nisso eu tenho certeza que Deus vai me ajudar.

Hoje, eu luto contra a balança, voltei a correr e a pedalar com mais regularidade e já consegui peder 5 quilos. Meu objetivo é perder mais 15,,, e isso EU vou conseguir.

Balmis Lamarck Fernandes

Registrado: 24/01/07
Localização: http://balmis.multiply.com


Então... comecei a pedalar bem cedo, mais a paixão mesmo começou quando pedalei pela primeira vez em uma pista de bicicross... lá na Barra da Tijuca. estava com 14 anos... tinha uma caloi cross azul e branca... era bem legal, vários tombos, arranhões, um braço torcido e dois dentes quebrados... depois comecei no street bike e no vertical também... como as pistas de cross foram acabando, o jeito era andar nas ruas... quando tinha 17, ganhei uma monark ranger, verde, toda magrinha... coloquei dois pneus de 2.3 e fui com uns doidos para trilha... era só queixo duro... sem suspensão e só descida... derrepente éramos a equipe Hell's bike com 12 malukos com capacete de bicicross joelheiras e cotoveleiras de skate, calça jeans rasgada e gândolas do exercito... imaginem as caras dos malukos andando nas calçadas que nem doidos, saltando tudo que se via na frente... hoje isso se chama freeride, na época nem tinha nome (isso foi em 86). ai roubaram minha magrela com a irmã de um amigo que tinha pego para ir na padaria... ninguém merece. Logo em seguida ganhei uma Caloi ASPEM, foi a primeira lançada pela Caloi... começamos a fazer várias trilhas em Jacarepaguá: Jaqueira, Pau da Fome, Pedra Branca, Camorim, Represa do Cigano, Eucaliptos, morro da placa... muita onda. isso durou até 1999... ai eu casei. Minha ex-mulher não gostava que fosse para trilha, sempre reclamou que eu chegava tarde e cansado... parecia até que tinha uma amante, mas se pararem para pensar... ela tinha razão...rsrsrs. eu sempre fui apaixonado por essas magrelas. foram 8 anos de reclamações... só tinha um jeito... comprei uma GT e hoje estou com uma namorada nova que pedala comigo. Já são 17 anos de pedal, uma pena que naquela época não pensava em levar máquina fotográfica para trilha, mas as imagens estão gravadas na minha cabeça, quem sabe no futuro não poderei escania-las para um micro.
E essa é minha história.

BSantos

Registrado: 14/09/05
Localização: Conj. Maguari ala 03 casa 24

Bem, minha vida com a bicicleta inicia-se na Semana Santa do ano de 1981, em uma fazenda em Valença (PI).
Fui passar o feriado Santo nesta quando me deparei pela primeira vez com ela, a bicicleta. Fiquei muito curioso e admirado, pois como poderia alguém andar naquelas 2 rodas. Aproximei-me e fui tentando fazer amizade com o proprietário da mesma (um garoto da minha idade membro da família proprietária da fazenda), percebi que o garoto não era de muita amizade. Os pais do garoto vendo que eu estava louco para experimentar, pediram para ele emprestar-me. Logo veio as dúvidas de como pedalar, frear, dobrar etc. Ah, esqueci de mencionar que tinha rodinhas. Comecei e familiarizar e logo já me empolguei. Poxa, o garoto acabou com a minha alegria nesse dia e fiquei só observando o resto do dia.
No dia seguinte acordei bem cedo e peguei a bicicleta, só que eu queria mais, pois aquelas rodinhas limitavam-me demais. Pedi para alguém tirar as mesmas e comecei a andar com um pé no pedal e outro na calçada, ia e vinha, ia e vinha. Em alguns momentos já tirava o pé da calçado e dava uma, duas ou três pedaladas. Puts, o garoto acordou e abriu o berreiro. A partir daí o garoto ficou com muita raiva de mim, e onde eu estivesse ficava longe.
Tentei fazer amizade com os pais dele, e deu certo. Os pais pediram a todo custo para que eu desse uma volta. Eu sabia que estava quase perto do meu objetivo, que seria aprender a andar de bicicleta. E se viesse embora sem aprender, iria demorar muito, pois eu não tinha uma. O primeiro passo estava dando, pois as técnicas com as rodinhas eu já sabia. Então novamente tiraram as mesmas e comecei a treinar novamente na calçado. Teria que ser muito rápido, não poderia passar desse dia, pois no outro já vínhamos embora.
Tive uma idéia em determinado momento, pois na saída da casa tinha uma descida não muito acentuada. Lembro-me como fosse hoje, fui até o começo desse declive, respirei fundo e a desci. Dei uma, duas, três, quatro, cinco, seis, oito pedaladas e caí. Caí porque não consegui parar de pedalar e por os pés no chão. Nossa, foi uma sensação única, um frio na barriga. Mal eu sabia que a partir dali, em futuro bem distante, a bicicleta iria ser tão importante em minha vida.
Desde ali acho que foi um período de um ano e meio sem pedalar. Nesse decorrer de tempo minha seção preferida seria a de bicicletas nas lojas. O natal de 1982 aproximava-se e eu já sabia o que queria, pois não foi possível no ano de 1982. Fiz a minha cartinha ao Papai Noel e coloquei na Árvore de Natal. No dia 25 de dezembro de 1982 ganhei a minha primeira bike, uma BMX preta (quem não lembra daquela bicicleta da pantera). Fui logo entrosando-me com a galera (nessa época eu morava em Castanhal), lembro que tinha um circuito de BMX por lá. No final da tarde andávamos pelas ruas calmas perto de casa.
Pena que minha alegria durou tão pouco, pois minha mãe sempre foi muito nervosa. Logo meu pai mandou pendurar a bike na perna-manca do depósito. Nós primeiros dias ia lá toda hora, era uma tortura pra mim aquilo. Logo logo arrumei um jeito de cortar aquela corda, mesmo sabendo que das conseqüências. Foi somente aquele dia, pois novamente ela voltou pra corda.
O ano de 1984 e no Natal de 1985 ganhei meu primeiro computador (outra paixão minha na época), com isso fez com que apagasse momentaneamente o meu xodó pela bike.
Em meados de maio de 1986 aconteceu um incidente na minha casa em Castanhal, pegando fogo em tudo. Ficamos com a roupa do corpo.
Três anos depois, já em Belém, e morando no Conj. Maguari, meu pai comprou uma barra forte pra fazer alguns carretos domésticos. Nossa, que medo de andar novamente de bicicleta. Perguntei-me se iria ter que fazer tudo outra vez...que nada, foi só montar e pedalar. Logo me apoderei dela e ia comprar tudo que era preciso.
Daí pra frente comecei a fazer algumas modificações nessa barra forte. Tirei aquele circulo do quadro, garupa. Mandei soldar uns pinos pra colocar freios (ainda não eram os cantlevers). Comecei a fazer muitas amizades no conjunto. A galera concentrava-se na oficina do Ananias. Onde toda a programação era feita para o final de semana.
Lembro da primeira vez que fiz um passeio longo, foi pra ilha de Caracateua (Outeiro). Surgiram nessa época muitos convites para viajar. Todo feriado a galera ia para Ajuruteua. Mas ainda não podeia me ausentar por dias de casa.
Com todas as modificações que fiz na bike, a mesma ficou frágil, e em uma tarde de pedal pelo conjunto cai feio ao passar por uma lombada quase em frente de casa. Fiquei desmaiado por lá até virem me acudir. Nessa época não usávamos e nem tínhamos dinheiro pra comprar nenhum tipo de equipamento de segurança. Ralei toda a cara, mão, ombro etc.
Mas um bom tempo de jejum sem pedalar, mas sempre com aquele pensamento, “dia vou ter novamente”.
No ano de 1993 nasce o Gabril Batista. Adiando bem mais pra frente.
No ano passado, um ano de muitas conquistas pessoais, profissionais etc, por volta de fevereiro, veio novamente o antigo sonho a tona, parece que foi um estalo na hora certa, comprar a bike. Comecei as pesquisas no meio. Já tinha definido que seria uma MTB. Nas minhas pesquisas eu sabia que lá fora (no eixo Rio, SP, BH, DF, PR), estavam bem organizados no sentido de passeios, trilhas, equipamentos, disciplina etc. Em Belém, nesse momento eu não tinha idéia como estava.
Nas pesquisas pelas bikes, descobri que as coisas tinham mudado bastante, os nomes das peças não eram mais as mesmas. As grandes marcas que eu conhecia pra mim ficava inviável comprar (TREK, Pegeot e SCOOT). Resolvi então estar montado, e ai personalizar aos poucos.
Comprei uma Caloi Supra na Yamada Castanheira, nossa, que dia, não via a hora de pedalar. Estava decidido a ir dali mesmo pedalado.
Cuidei de encher os pneus e descer. Nessa descida, no corredor que dá acesso ao estacionamento, deparei com a loja Pé de Roda. Logo entrei e a minha primeira pergunta, para o meu hoje amigo Marcus foi a seguinte:

- Vocês fazem ou conhecem algum grupo que faz trilhas aqui em Belém.
- Nós aqui fazemos parte de um grupo chamado EART e fazemos trilha. Inclusive vamos fazer uma esse final de semana para Bujarú.
- Poxa, mas acabei de comprar a bike, não tem como eu ir ainda. Quando é a próxima?
- É daqui a 15 dias em Cotijuba, inclusive a última do primeiro semestre. Depois somente em Agosto.

Eu sabia que não teria condições de fazer nenhuma das duas, e segui a minha primeira pedalando depois de muito tempo. Nossa, nunca 9km foram tão longos. Cheguei em casa colocando os “bofes” pra fora.
A partir dali as minhas pesquisas intensificaram-se a nível Belém, em busca de qualquer evento que envolvesse o ciclismo. Pedalava todos os dias no conjunto, 2, 3, 4 ,5km. Fui aumentando gradativamente. Comecei a ir pra casa da minha Vó em frente a coca-cola.
Era me de junho e nesse mês não tinha nenhum evento que eu pudesse participar. No mês de julho fui todo os finais de semana para Caracateua (Outeiro). A galera que fui era outra, não era mais a de outros tempos, pois a oficina do Ananias não existi mais. Mas lembrei muito dos velhos tempos.
A partir das minhas pesquisas descobri o site da APEA e Kaluanã e fiquei maravilhado com tudo que li e vi. Lendo o fórum da Kaluanã, percebi que era por ali que a EART (Equipe que o Marcus da Pé de Roda Avia me falado), organizava seus eventos.
Logo comecei a fazer contatos com alguns participantes, alguns não me deram retorno, mas alguns em especial sim.
Abaixo um diálogo que tive com a pessoa que tenho como um “padrinho” na EART (digo padrinho porque na minha primeira trilha foi a pessoa que orientou-me de tudo: o que comer, o que levar, o que fazer, uma prévia de como seria e a carona para a trilha).


Fabricio Oliveira


Registrado: 30/11/05


Bom,
prá mim tudo começou da seguinte forma: Venho de familia pobre, sempre sonhei em ter uma bicicleta, mas nunca me davam porque o dinheiro mal dava prá comida, mas fui crescendo e a vontade foi aumentando. Quando fiz 10 anos comecei a trabalhar na oficida de refrigeração do meu tio, com 11 anos um amigo do meu tio queria vender uma monareta, por dois mil cruzeiros, lembro bem desse detalhe por que foi o dinheiro que ganhava em um mês de trabalho, só que ela estava toda arrebentada. Fui reformando devagar, mandei pintar, serrei a garupa, coloquei a maior parte das peças de cross, ficou bacana, nimguem tinha uma dessa na vizinhança, até apelidaram de importada! Dai com quatorze anos minha avó morreu, então fui morar com meu pai, chegando lá tinha uma bike de 18 marchas, verde era uma midway, dessas que hoje vende no makro, me apaixonei na hora, nem pedi, fui logo trocando as peças para aluminio.
Mudamos então para o residencial Olimpus que fica na Municipalidade, como eu trabalhava de dia e estuda a noite, não tinha muinto tempo prá pedalar, ai convenci uma galera de lá a pedalar de madrugada, formamos a equipe bikemorcegos, alguns meses depois conheci o Michael que morava no mesmo residencial, ele me apresentou o Ailton que tinha uma equipe chamada papa leguas, começamos a percorrer as matas de varias localidades, foi muito bom prá mim, que tinha apenas 15 anos aquela aventura.
No começo de 2005 conheci o Milton, lá na Pé de Roda, conversamos e ele disse que fazia trilha com uma galera e me convidou, foi então que entrei para a Familia Eart e que nunca mais quero sair! Como diz o Fabio iremos fazer trilha nem que seja de cadeiras de roda com fraudas geriatricas e uma enfermeira bem gostosa com a gente isso lá pelos 90 anos.
Bom galera essa é a minha estoria com as magrelas, tentei resumir o maximo mas espero que fique legal!

Ivan Lopes

Registrado: 16/09/05

Bem, no alto dos meus 12 anos era doido para ganhar uma bike mais meu velho sempre achou que era perigoso fora a mãe que nem imaginava a minha ideia, tinha um amigo que sempre ia pedalar anoite na praça batista campos e o mesmo me emprestou uma bike pra ir dar uns roless por lá, naquele tempo era permitido trafegar na pista interna da praça... cara é muito bacana rolava corridas de quem ia passava mais gente... era baraforte, cargueiras, speed e diversas. E eu sempre de bike emprestada. Conheci um Broder que tinha feito uma meio que viajem ao mundo de bike atravessou de Luanda ate a Russia passando por diversos paises, fiquei curioso em saber se era verdade que "loucura de cicloturismo" heheh. Bem descobrir que o cara falava a Verdade e que tinha ate escrito um livro "Atravessando Fronteiras" - Davi Cruz. Esse broder me fez ver o que é possivel quando se tem vontade de fazer algo... Na epoca ele tinha feito um Hidro-Bike e tinha descido do rio Tiete ate belem!!! cara muito doidooo e eu pude diversas vezes pedalar no projeto, vi fotos das viagem em fim ficamos amigos e ele me fez ver o que podemos fazer pra mudar o mundo!. Apartir dai consegui com muita dificulda que o pai copmprase uma bike pra mim, lembro bem que era um Caloi Supra ai depois foi roubada e ele comprou por uma barbada a bike que era do Projeto Hidro-bike (uma GT de Cromo toda STX especial Edition) dai fui pesquisando peças e acessorios aprendendo a montagem.. ficava horas na oficina pra ver como os caras faziam a manutenção. No mais reunir mais 3 amigos que pedalavam (Nato, Kleber e Wilham) e criamos um grupo de Cicloturismo "ECO BIker´s" chegamos a ter um site e fomos ate referencia na Alemanha vindo um alemão fazer o percurso Belem - Rio Branco pela Transamazonica. Foi uma epoca de projeto tipo marajo, sou que tinha um grupo indo p São Luis e que depois fui descobrir que o André cabeludo tinha ido nessa , me uni ao Bike Edaer´s (uma coisa assimm) era um grupo antigo de Belém la conheci o famoso Helio Sucupira(amendoin)... bem de lá os amigos casaram se mudaram acabei ficando só e aposentando o Eco biker´s. Tenho um arquivo de fotos bom daquele tempo. Voltando um pouco consegui que o pai pudese voltar a pedalar junto com a mãe e irmãs. Recebi um convite para participar de uma corrida da Kaluana em Algusto correa acabei topando e eram 45Km pesados mais que fiz tranquilo... pegou foi nos outros esportes mais fui melhorando. Logo conheci o Guilherme que marcava sempre pedaladas e assim fui conhecendo wagner, aleteia, wanessa e outros mais que hoje são amigos do peito. Ufaaaaaaa ainda tem mais... mais acho que isso ja mostra um pouco do que passei ate chegar aqui...

Ahh e a Historia do Fabio lá diz que ele leu a revista Troopo e eu tava lá na entrevista com o papai!! olha que mundo pequeno

Resumindo, aprendi que pedalar é um etilo de vida e que se fomor mais afundo vejo estar de bem com a Natureza e respeitar "é como estar juntinho de DEUS."

kitty

Registrado: 16/03/06


Comecei a pedalar com uns 5 anos na praça perto da minha casa..., morava no Rio com a minha familia depois quando fui crescendo pedalava no calçadão, Lagoa , parques...
Quando me mudei pra Belém aposentei a ideia de pedalar, achava que não tinha lugar, nem imaginava que iria rolar...rsrsr
Na verdade estava correndo no Utinga com parentes e amigos , quando um cunhadinho (Don Raton) não aguentava correr e sempre ficava pra trás ou desistia da corrida ou caminhada... até que ele resolveu ir de bicicleta, era uma bike velha e sem marcha, então ele investiu na idéia e em equipamentos e numa bike, ai colocou todo mundo da familia pra pedalar nas trilhas, apresentou a EART e estamos curtindo e muito agradecidos a ele por não conseguir correr...rsrsrsrr

Michael Hideki Yokoyama

Registrado: 24/11/05


Desde dos 5 anos de idade sempre treinei artes marciais, então minha paixão pelas lutas veio desde pequeno, minha vontade era treinar todas as artes marciais e consegui. Com o passar do tempo, comecei treinando judô no colégio Nazaré, depois karate, tae kwondo, jiu jitsu, muay thai, aikido, mas, além disso, também gostava de andar skate, fui campeão quase em todas as lutas e campeonatos de skate. E como toda criança ganha uma bicicleta, finalmente ganhei a minha com uns 5 anos de idade.
Observava sempre meu irmão com a caloi cross “light”azul e minha irmã com a light ouro, ficava pensando....”poxa quando será que vou ter uma cross”. Mas ate que os tempos passaram e ganhei uma bicicleta caloi cross. Bom, agora sim vou começar realmente a andar. Naquele tempo na Batista Campos meu irmão andava com os amigos dele de cross e eu de intrometido me metia no meio, mas sabe como é neh ser o menor da turma sempre existia aquela proibição, ficava com muita raiva, mas tinha que aceitar. Andava somente pelas calçadas em frente de casa.
Quando completei uns 15 anos ganhei a minha primeira moutain bike de 21v a famosa KALAHARI azul comprada na antiga MESBLA , dês daí comecei a andava nas trilhas do parque ambiental de belém todos os domingos e andava também no passeio que tinha toda quinta a noite na batista campos, saia da praça ate o viaduto e voltava. Algumas pessoas iam de speed e outras “a maioria” de bike.
Ao passar do tempo comecei a me dedicar mais na bike, tanto é que fiz rolo, bike com uma speed troquei tudo da speed ,deixei melhor ,ai conheci a galera da NOCICLO ,a turma do nono. Uma equipe de ciclo turismo. Me em entrosei com eles para poder andar melhor num ritmo mais pesado.No começo vocês não sabem do sofrimento que tive, porque a “equipe” faziam assim ,se caso furasse o pneu ou acontecesse algum problema com a bicicleta,meu você ficava na certa. E depois, quando todos já estavam esperando você no inicio da alça viária sacaneando, tipo entraste na João balbi? Enrolou a corrente?
Pô, cara ! é muita sacanagem, mas até que chegou um dia que estava treinado em cima da bike e eles na speed. Consegui acompanhar eles ida e volta na bica. Tinha que ter muita força de vontade mesmo, quando troquei a minha bike na speed só pra andar com eles, porque na estrada a speed faz diferença enorme.
Aí fomos até no km 70 da alça ida e volta ,na ida tive que pegar a minha bomba na ponte ,porque passei num buraco e ela caiu ,já fiquei pra trás, um desistiu na bica km 34, o outro foi embora sozinho, o “nono”. Ai ficou pra trás eu o ligeirinho e o fofão voltou. Ate que vi o nono de longe, comecei a botar ritmo mais forte e alcancei ele ,quando passo do lado dele ele estava “morrendo” , não conseguia mas pedalar ,suava frio ,deu uma hipoglicemia, mas como ando prevenido de cereais , todinho, comida, pensava ainda se parava ou não, devido as sacanagem que me faziam, lembrei na hora ,em vez deles esperarem como uma equipe,iam embora e você ficava sozinho na estrada e ainda mandavam cotoco. É ser muito escroto e falta de companheirismo, como não sou desse jeito só porque eles me sacanearam , pensei..., vou parar e ajudar ele , pra mostrar que um dia precisamos um do outro e deixei essa rivalidade ou sei lá o que de lado, e as pessoas que tinham bike que andavam com ele, chamei e fiz uma proposta , já que eles não esperavam por ninguém, vamos fazer a nossa própria equipe, graças ao boi ,pipoca, branca de neve, eles compreenderam a minha opinião e montamos a equipe do japa, porque eu que levei eles até a EART.
Ai fui no pé de roda e falei com o Marcus e ele me convidou pra ir no passeio da EART, era somente trilha em vez de ser estrada, depois daí resolvei ir ,gostei, amei, e recomendo as pessoas freqüentar os passeios dessa equipe, encontrei dois amigos meus que não tinha visto há um bom tempo, Sérgio e Diego Faca, e até hoje vou nos passeios promovidos pela EART.
São pessoas ótimas de bom coração e só tenho que agradecer cada um da equipe pelo companheirismo nas trilhas. E a paixão pela bike esta ai. Realmente, acho que não é uma equipe e sim uma família.
Esse é meu relato de infância.
Abraços.

Neide

Registrado: 26/10/06
Localização: Castanhal

Vamos lá
Vou tentar resumir o bastante minha estória com minha GRANDE companheira de todas as horas, então durante toda a minha infância meus pais não tinham condições financeiras para dar nenhuma bike a nenhum de seus filhos ( que eram 09), meu pai tinha uma monareta a qual ele ia e vinha do trabalho, não sei por qual motivo nunca tive a curiosidade de pegá-la e tentar dar uma volta, moravamos em um lindo sitio com Campo de Futebol, Plantação de Pimenta do reino e nossas brincadeiras eram sempre as mesmas, brincar de bang-bang, de fura, de empinar pipa, de casinha... é lógico!!!!!!!!! sou menina né? Iamos tomar banho no Igarapé...tudo de bom, que uma criança saudável precisaria para ser feliz...mais faltava algo mais : Uma bike, mais tudo bem meu pai faleceu aos meus sete anos de idade, ai as coisas ficaram piores, minha mãe teve que fazer o papel de pai e mãe e isso ela fez brilhantemente...nossa!!!!!!! Tenho muito orguho dela, Dai em diante minha vontade pela bike foi crescendo cada vez mais...Lembro que um certo dia meu irmão mais velho comprou uma Monark e fui inventar de tentar aprender a andar, pra que? QUEDA NA CERTA! até hoje tenho uma cicatriz embaixo do queixo, nosa!!!!!!!! fiquei aterrorizada, mais no dia seguinte lá estava eu novamente e não queria que ninguém me segurasse...isso é engraçado...e foi queda e mais quedas... finalmente fui passar alguns dias na casa de meu irmão mais velho que já era casado, lá pelos meus 13 anos, peguei a bike dele efui embalada por uma descida e mais uma maravilhosa queda...e assim fui aprendendo a andar de bike, Por volta dos meus 14 anos de idade pedalava muito, todas as tardes pegava a bike do Naldo( meu irmão )e rodava a cidade inteira com uma amiga na caruba...oh!!! vida boa...á nessa epóca o Naldo viajava muito com amigos de speed e eu ficava deslumbrada com tantas bicicletas de várias cores..eram tão bonitas e ficava louca pra ir com eles, mais como? se não tinha nenhuma...Quando chegava os sabados já ficava na frente de casa esperando eles chegarem, p/ mais uma aventura era somente passeios para praias ou lugares vizinhos.... Foi então que em uma maravilhosa noite meu irmão mais velho Nizo chegou em casa com aquilo que mais tarde seria minha GRANDE paixão, minha primeira bike fui logo dar uma volta e não acreditava no que estava acontecendo, fiquei deslumbrada e finalmente estava com minha bike, aos meus dezoitos anos, lembro que neste mesmo ano comecei a ocmpetir e minha primeira competição foi no mês de Agosto de 1994, meu primeiro troféu...heheheheh...de muitos que viriam.....convencida? só um pouquinho!!!!!!!!!!!!! Depois vieram as derrotas , as vitórias e minha primeira competição a nível interestadual no ano de 1995, Norte Nordeste em Belém acho que nessa epóca não tinha muitas meninas no esporte e assim fui convocada p/ fazer parte da Seleção Paraense de Ciclismo, ah!! minha bike não tinha marcha não quando meu irmão me deu e aos poucos fui melhorando, fui Campea Castanhalense de Mountain bike em 94, Em 95 4ª lugar Norte Nordeste e dai pra cá venho compondo a Seleção Paraense de Ciclismo, participando das etapas do Campeonato Paraense de ciclismo e mountain bike,Copa Norte, Norte Nordeste e campeonato Brasileiro, Macapá Verão, e assim estou fazendo o que mais amo na vida, Durante 08 anos fui Presidente da Liga Castanhalense de Ciclismo, o qual ocupou um certo tempo de minha vida...mais tudo bem aprendi bastante... Meu primeiro Clube de Castanhal foi o Mafrinorte Beneficiente Clube...Já em Belém o
primeiro Clube foi o Paysandu Sport Club, depois Transmab,Asalp e por ultimo o Castanhal Esporte Clube o qual era meu sonho vestir as cores, defender o escudo da minha linda cidade,me consagrei Campêa Paraense de MTB no ano de 2005, Vice- campêa de speed, Exemplo de Atleta e escolhida também Melhor dirigente do ano, fora que nosso Club foi escolhido como Club Disciplinar...nossa!!!!!!!!!! isso foi ótimo...No inicio do ano de 2006 fui escolhida como Madrinha do Ciclismo para fazer a entrega do Troféu Romulo Maiorana, fui escolhida a melhor do Nordeste Paraense aqui em castanhal, mais infelizmente no ano de 2006 algo estava para acontecer meu acidente na aula de Spinning, me tirou das pistas e fui obrigada a ficar longe das pistas durante 05 meses, impossibilitando minhas competições, sofri uma Luxação Exposta no Tornozelo Esquerdo. Minha volta foi em GRANDE estilo foi no dia 07 de Outubro p/ Belém Vespera do Cirio. Me senti uma vitoriosa... e então voltei fazer as trilhas da Eart em 13 de Outubro na trilha para Iniciante do dia das Crianças...a qual foi muito boa...
Já minha estória com a galera da EART, aconteceu assim: Recebi uma ligação do Talui, não o conhecia e ele queria conhecer as trilhas de Castanhal, marcamos um sabado e eles vieram, era o Talui, o Manoelzinho e o Fabão, fomos para a Trilha da Iracema, passamos o dia inteiro na maior legaleza, isso no ano de 2003 e em seguida fomos para a Trilha de Inhangapim a qual foi muito bacana, 12 Homens e ma Mulher, mais todos com muito respeito... nossa!!!!!!!!!! foi muito bacana mesmo,foi quando descobri a maravilhosa alegria de estar junto de pessoas tão bacanas...
E então esta é a minha...triste, alegre, empolgante, vibrante estória em cima de duas rodas a qual jamais quero ficar tanto tempo longe...

A realização de meu sonho ainda está por vim que é competir o Cerapió.
Fazer uma Expedição com a galera da EART
e muitos outro que aparecerão no decorrer de minha existencia...

Então galera desculpa se as vezes fui um pouquinha convencida, mais essa é a realidade estória de uma pessoinha, mulega, atrapalhada, com muita vontade de pedalar ainda muito por essa trilhas de meu Deus e do nosso lindo Pará.

Pacoval

Registrado: 14/09/05
Localização: Belém

Bem,

Eu ganhei minha primeira bike quando eu tinha apenas 5 anos ( lá pelas bandas de 1983 ), fiquei muito feliz e comecei a andar pela vila onde morava no Rio Grande do Sul, depois de alguns meses fiz a minha mãe ( gravida de 8 meses do meu irmão) tirar as rodinhas laterais e senti pela primeira vez a liberdade de estar em duas rodas, então pedalava todos os dias passando pelos campo de futebol, vôlei e o parkinho que tinha lá na vila.

Eu tocava o maior zaralhooo pois gostava de pedalar na arei do campo e atrapalhava o pessoal que jogava bola e vôlei. E a maior curtição pedalar no meio da galera na areia fofa. Só tinha um problema : O pessoal esvaziava os pneus para que eu não pedalasse por lá e ai rolava a maior onda.

Anos depois fui morar em Porto Velho - RO e lá meu pai não comprou bike então eu comecei a fazer muito trekking e camping, pois na redondeza da vila militar que eu morava tinham muitos igarapés e diversas arvores frutíferas; foi ai que eu peguei gosto pelos esportes ao ar livre, pois curtia cada momento em que eu estava acampando ou curtindo a paisagens no topo das arvores.

Durante alguns anos morando aqui em Belém eu não pedalava por causa de problemas com meus pais que não achavam seguro pedalar na cidade e por causa disso não compraram nenhuma bike para mim, fiquei muito puto mas sabe como é TEMOS SEMPRE QU RESPEITAR NOSSOS PAIS.

Lá por 1999 foi quando eu revivi as aventuras nos acampamentos da igreja que eu freqüentava ia todo uniformizado com barraca e todos os equipamentos que eu tinha de camping - o pessoal até me chamava de sargento.

Foi ai que veio a idéia de voltar a fazer trekking e pedalar novamente pois o pedal proporcionava um rápido deslocamento então eu teria a facilidade de fazer as aventuras em apenas um final de semana.

Em 2000 eu conheci as téc. verticais e fique fascinado por esse esporte então parei de pedalar e fiquei só nas téc. verticais.

Em agosto de 2001 apareceu um pessoal que queria fazer uma corrida de aventura experimental em Paragominas-Pa e estavam convidando um pessoal para competir, como eu tinha um grupo chamado AFAL, nos aceitamos o convite e fomos correr a 1ª Corrida de Aventura Regional ( organizada por pessoas aqui do Pará para as equipes locais).

A partir desse evento eu comecei a voltar a paladar direto com meus amigos para preparação para corridas de aventura.

Em 2002 ( setembro eu acho) começou o circuito de mini-corrida de Aventura da kaluanã foi ai que eu conheci varias pessoas que já faziam varias modalidades de esportes de aventura. no ano seguinte (2003) conheci o Manoel que passou a correr na minha equipe e ai para treinar pedalávamos pelo interior pois o Manoel conhecia muitas trilhas.

Depois o Manoel me apresentou o Marcelo que estava afim de correr Corrida de Aventura e nós tínhamos uma vaga na nossa equipe, corremos a corrida da Alça Viária (onde cortei meu braço) e depois da corrida conheci o Zetti que também queria correr e a gente pedalava na Pirelli.

O Zetti e o Marcelo decidiram formar uma equipe para correr Corridas de Aventura e o nome dado era EART, eles correram a Corrida de Aventura Urbana da ABEA-Pa ( Adventure URB) mas depois decidiram somente fazer trilhas, nesse mesmo momento eu conheci o Fábio - Talui que também correu uma etapa da Kaluanã (Vigia) na minha equipe AFAL e já fazia trilhas com a galera da então "Equipe Ratos de Trilhas".

A partir daí a minha paixão pela bike só aumentou comecei a fazer trilhas também com o pessoal além de estar envolvido com várias modalidades dos esportes de aventura ( Téc. Verticais, Bike, Trekking, Corrida de Aventura e etc.), também a APEA e organizando Corridas de Aventura.

Agora faço da bike meu transporte para o trabalho, pois é muito legal sair de manhã para o trabalho de bike.

Agora estou pegando outro vício que é pedalar e registrar as trilhas ( Vídeo Maker) para poder divulgar ainda mais os Esportes de Aventura .

Falow

Paula Caluff

Registrado: 18/09/05


A minha paixão por bike começou quando tinha 7 anos... Minha Mãe sempre reclamava que ao invés de brincar de bonecas com as meninas, sempre estava jogando futebol com os moleques na Alameda em que morávamos. Eu já estava de saco cheio das Barbies, ursinhos carinhosos, fofoletes, moranguinhos e das brincadeiras sem muita aventura.. Isso era até motivo de preocupação para ela... Principalmente quando voltava toda machucada ou chorando depois de brigar com meus amiguinhos de futebol quando ninguem me escolhia para o time... Só gostava de brincadeiras movimentadas! Corria e pulava o dia inteiro. Lembro que ficava muito chateada quando os moleques pegavam as bicicletas...Eu ficava de fora desta parte da brincadeira porque não tinha uma. Foi então que chegou o meu aniversário... Nunca esqueço da paixão imediata quando vi aquela bicicleta azul, BMX, com aquela espuma coberta por tecido xadrez azul e branco..Liiinda! Mas uma vez, Mamãe ficou frustrada porque eu não quis uma Cecizinha com cestinha igual a da minha prima, mas mesmo assim, após muita insistência, meus Pais compraram. Finalmente podia participar das brincadeiras! Fiquei tão viciada em bike, que aprendi a saltar sobre buracos e dar cavalo de pau. Estava realizada! Porém um dia estava brincando na minha bike e meus amigos estavam no futebolzinho .. Alguem chutou a bola, que veio na minha direção e fiz o favor de passar literalmente por cima da bola... Voei! foi um tombo horrível! Parou a Alameda... Ralei toda a lateral direita do meu corpo que ficou com asfalto grudado por semanas... Doeu demais!!! O maior castigo foi ter sido obrigada a ficar quieta durante todo este tempo.. A partir daí, Mamãe deu um sumiço na bicicleta...Passaram-se anos (não muitos) quando conheci o Alê e ele fez reacender esta paixão por bikes. Agora consigo sentir a mesma sensação maravilhosa de liberdade que sentia quando era criança. Tudo bem que ficou o trauma, já que minhas descidas nas trilhas, só freando! Mas vou superar. Melhor de tudo foram os amigos que a bicicleta me deu de presente!

Paulo Fagundes

Registrado: 08/02/06


Éramos quatro filhos, morávamos em Maracanã, interior do Pará. Eu era a caçula, e também a mais destemida... Só quem tinha bike era meu pai, que morria de ciume dela, pois era um dos mais valiosos bens da família,uma dessas Barra circular que ele usava para ir e vir do trabalho . Quando ele vinha almoçar, tirava aquela soneca, eu me aproveitava da bike, lógico que escondido... Eu era miuda, +_ 5 anos, e precisava enfiar a perna por dentro daquele círculo do quadro, então saia pedalando feliz da vida. Depois, maior um pouquinho,já dava para pedalar sentada no varão, mas mesmo assim os pés não alcançavam o chão, eu tinha que pedir ajuda para as calçadas das casas no momento de sair e parar. Eu era (?) mesmo viciada numa magrela, pois era só encostar algum moleque amigo de meus irmãos, e lá tava eu pedindo, com o dedinho polegar prá cima: "me dá uma volta?" Wink e numa dessas, tomei emprestada uma monareta, e ainda coloque uma parceira na garupa. Caraca, numa das ladeiras da cidade, soltei os freios, velocidade máxima, adrenalina a mil, aí minha parceira começou a gritar de medo, sacolejar a garupa, e adivinhem o resultado: quedão, quedaço homérico, com direito a eu ter meus dois dentinhos de leite quebrados (esses da frente, em cima)... Toda ralada e desdentada, ainda voltei para casa em cima da bike, que graças a Deus ficou intacta!
Só pude comprar a MINHA bike quando eu tinha 23 anos, e foi fruto de meu trabalho... Era uma Caloi lilás 18 marchas , de ferro, maravilhosa, foi paixão à primeira pedalada... Começei a usá-la para ir ao trabalho, eram 6 km indo e 6 vindo. Num belo domingo, junto com meu ex, resolvemos ir até Mosqueiro de bike. Nooosssa, foi tudo de doce e amrago que se possa imaginar... Eu deitava no acostamento quente da estrada de Mosqueiro, morta de cansada, desconjurando o infeliz Evil or Very Mad que teve aquela idéia ... Daí, nunca mais parei... qualquer folguinha, era pedal longe... Mosqueiro, Vigia, Igarapé-Açu, Maracanã... Quando me separei do ex citado acima, começei a pedalar sozinha nas madrugadas da cidade, e foi quando encontrei com o grupo do Beto, Sávio, Cândido e etc. Pedi permissão para me agrupar, e lá íamos todas as terças e quintas, 5 hs da manhã, pedalar e ver o sol nascer... Tem espetáculo melhor?!
Um dia , em 2003, li sobre a Kaluanã e a ABEA, entrei nos sites e logo me encaixei numa dupla para disputar o Adventure URB, eu eo LUCA. Depois formei equipe, onde participei de minha 1ª corrida de aventura off, em Barcarena, junto com Dirceu, Aguiar e outro amigo. Daí, vieram as trilhas, vieram meus amigos MANOEL, FÁBIO, PACOVAL, GUILHERME BAHIA, WANESSA, MÁRCIO LEVY, THUTHUCÃO WAGNER E THUTHUCA ALETÉIA, KADJA, IVAN, DÊNIS, CINTHIA, ZETTI, MARCELO, LYZ, nossa... mais um monte de gente que se delicia com a mesma paixão que eu! Sou imensamente feliz por ser ciclista Smile , e mais um pouquinho feliz por ser trilheira Very Happy !
forte abraço,
Ádila Varela

Paulo Fontelles

Registrado: 23/09/05


Ganhei minha primeira bicicleta quando eu devia ter uns 10 anos, chegava da escola e pedalava a tarde toda, gostava de seguir desconhecidos, ia há 30 metros, de uma parada da Praça Brasil até o destinos das pessoas. Não ia muito longe. Aos domingos eu e mais 2 colegas íamos comprar farinha para nossas famílias e com a desculpa de procurar a melhor farinha íamos até a feira de Batista Campos. A bicicleta foi roubada, que tristeza...Aos 15 anos um amigo tinha 2 bikes de corrida (C-10), pedalavamos no sábado a tarde e após 6 meses começamos a ir até a ponte de Mosqueiro, Era muito boa a sensação de ir tão longe...Após parar de padalar por vários anos comprei um bike para trilha e pedalava aos sábados e domingos e resgatei as idas para Mosqueiro, aí eu era solitário, curtido a chuva, sol, o asfalto,...progredi e montei uma bike de corrida daí ia com mais frequencia para Mosqueiro e alça viária, e algumas vezes acompanhava os ciclistas na Av Julio Cesar...A prática do ciclismo sempre me servia de terapia, nos momentos de solidão refletia sobre meu passado, presente e futuro. Quando soube da Trilha de Bujaru, fiquei animado e defrutei de uma sensação maravilhosa: Pedalar no mato, lama, ramais, atravessar rio, superar os meus limites. Pedalar com os ratos tem sido momentos gratificantes de exercicio de estar de bem com a vida.

Reginaldo Rodrigues

Registrado: 14/01/06
Localização: ANANINDEUA/CASTANHAL


Lembro como se fosse hoje, minha primeura Bike ia para o lixo, meu tio
resolveu me presentiar, com algumas modificções a velha monareta dobravel virou uma maquina de correr, lembro que depois de cada chuva ia para as praças atras de manga, voltava com um saco de sarrapilheira
pela metade, dava manga para todos os vizinhos e o que sobra fazia, sucos, cremes etc....depois com meu primeiro emprego ja com meus 17 anos comprei uma caloi 10, que maquina, muito antes da eart existir ja
percorria todas as noites a cidade de Belem. final de semana ia para Oteiro tinha que atravessar de balça que aventura. Hoje tenho duas maquinas uma de velocidade e outra de trilha.
Mesmo com algumas medalhas pelo corpo e clavicula quebrada não da
para vicer sem a magrela.

Taluí

Registrado: 14/09/05
Localização: Santa izabel

Era uma vez....
Meu pai era gerente de banco e sempre estávamos mudando de cidade, conheci muitos lugares bonitos e vivi muitas aventuras em: Porto Franco, Tocantinópolis, Dianópolis, Soure e São Miguel do Guamá.
Mas foi na cidade de Soure, no Marajó, local onde passei a maior parte da minha infância, que ganhei minha primeira bicicleta, de rodinha, que eu usava para passear na praça em frente a minha casa, na 1ª rua.
Ainda Lembro do dia em que consegui me equilibrar sem o auxilio das rodinhas e, a partir daí ganhei as ruas. Soure era uma cidade quase sem carros, então minha mãe me liberava para passear pela cidade. E os passeios a cada dia iam ficando mais longos, para as praias, Cajuuna, Araruna, Pesqueiro, fazendas próximas ao aeroporto. Lembro da emoção de descer o Trapiche, freio solto até em baixo, para dar um cavalo-de-pau próximo a beira, até uma vez um cara caiu, não conseguiu freiar e se estatelou em um barco que estava ancorado, por sorte não houve maiores conseqüências, mas serviu de lição, nunca mais fiz a descida da rampa do trapiche.
Quando mudei pra São Miguel do Guamá, fazíamos excursões pelas fazendas próximas a cidade, e foi lá que pilotei pela primeira vez uma motocicleta.
Quando vim morar em Belém, sempre usava minha bike pra pedalar pela cidade, principalmente pra ir namorar toda noite, até a casa da Elodie.
Quando casamos, e mudamos para Santa Izabel, procurei logo conhecer os caminhos daqui e descobri os lugares por onde, hoje em dia, levo a galera para conhecer.
Porém tinha o problema de não ter sempre com quem pedalar, só dois amigos de Belém, Carlinhos e Peixe, vinham até aqui, de vez em quando, para fazermos principalmente a Trilha de Americano.
Um dia vendo o Liberal de domingo, no Troppo, vi uma reportagem sobre um grupo de ciclistas que pedalava semanalmente em Belém, entrei em contato com eles e marquei um pedal aqui em Santa Izabel, os dois eram Beto e Sávio.
No reveillon de 2003, em Salinas encontrei com o Marcelo (ligeirinho), amigo de longas datas, mas que há muito tempo não via, e durante nossa conversa descobrimos que tínhamos a mesma paixão pelas magrelas, e combinamos um pedal por aqui em Santa Izabel.
Logo o grupo foi crescendo, Zetty, Manoel, Igo, Elina, Adila, Cláudio Bessa, Lyz, Fábio Carvalho, Dinho, Mauro Sal, Sergio Guerra.
Até que um dia o Marcelo e o Zetty criaram o nome EART, para participarmos de corridas de aventura, porém vi que esta não era minha praia, não queria competir, queria era passear, sem stress, conversando, conhecendo os lugares com calma.
É muito bom fazer trilha.
O nome ficou, a galera cresceu, novos amigos surgiram e a cada dia novos vão chegando.
De equipe viramos uma família, a família EART.
Eu me orgulho de, hoje, fazer parte desta Família.
Espero ficar velhinho andando de bike, na EART da 3ª idade. Hehehehe.

Ainda tenho sonhos, que seriam o máximo se fossem realizados junto com a galera: Pedalar por uma região de serra (Serra da Canastra), Caminho da Fé (Brasil), Estrada Real (Brasil), Caminho de Santiago (Espanha), e principalmente, pedalar pela Europa.

Valeu galera, agora quero ler as estórias de vocês.


Vicini


Registrado: 05/10/05
Localização: Belém/Pará


Bem, amigos da EART vou tentar resumir minha paixão pela bike.

Meu pai sempre foi comerciante, nasci na pedreira-bairro do samba e do amor- com um ano de idade mudamos pra canudos próximo da Av. Primeiro de Dezembro,na rua Francisco Monteiro onde meu pai com meu tio compraram uma serraria. Me criei dentro desta serraria que tinha bastante espaço, ao lado tinha um terreno muito grande com árvores e um campo pequeno de futebol, naquela época espaço não faltava para brincar, onde todos os dias lá estava o Luís jogando bola.Lembro de minha querida vó debruçada na cerca que separava minha casa do campo,lá pelas 18:00h gritando o meu nome: o Luís, o menino, vem senão teu pai vai te bater, e eu fazia ouvido de mercador, consequência, levava porrada todos os dias por causa de bola,mas apanhava feliz. Naquele espaço todo além de bola brincava de pira,cemitério com meus amigos,bandeirinha,empinava papagaio,jogava pião,peteca, telequete-pra quem não sabe era uma luta livre que passava na tv aos sábados-jogava ferrinho subia em árvores, andava de bicicleta e tudo mais. Cresci neste ambiente saudável.

Todo natal pedia ao papai noel uma bola, independente de outro presente que ganhasse, era uma bola dente de leite a sensação da época. Mas minha brimeira bicicleta foi uma monarck de adulto e de segunda mão, era muito grande, eu pedalava com as pernas por dentro do quadro,tinha apenas dez anos aprendi andar neste mondrongo,mas como vivia caindo e dando trombadas, meu pai resolveu comprar uma do meu tamanho. Era uma caloi de segunda,me lembro da cor, verde cana, tinha lanterna à dínamo que ficava na roda quando girava acendia a lanterna,era o máximo sair a noite. Mas a bike dos meus sonhos foi a que vi na vitrine da loja,era linda a cor um verde diferente com detalhes em branco,era uma monarck modelo monareta dobrável com freio no pé último lançamento, fiquei ali olhando e sonhando. O sonho se tornou realidade no natal, não havia pedido a bike só a bola como era de praxe e outro brinquedo que não lembro agora, fui acordando e lentamente abrindo os olhos, aquela imagem,não esqueço até hoje, a alegria que tive ao vê a coisa mais linda do mundo, na minha frente , saí da cama correndo tirei a máquina do quarto e fui pedalar na calçada todo prosa,fiz muito sucesso na rua. Com ela participava de corrida até a estação de trem pela Av. Ceará,rua piçarrenta, no inverno era uma aventura,muito buraco com lama,andava por onde podia era emocionante dá cavalo de pau na bike usando o freio de pé,já apanhava da mamãe por bola agora por bicicleta,fugia de casa e ia pedalar em outros bairros,minha querida vó me livrou de muitas surras.

Com 19 anos, no meu primeiro emprego com meu primeiro salário, comprei,antes trabalhava com meu pai no comércio e ganhava mesada,uma magrela caloi 10,branco perolado, era linda, muito pedal no asfalto por dois ou tres anos, depois não andei mais,pratiquei outros esportes,como karatê, continuei jogando futebol, cheguei a jogar no amador do leão não levei pra frente por causa dos estudos,me destaquei melhor no futsal,disputei varios campeonatos,estudantil e universitário.

Me formei,e casei ,tenho dois filhos o dudu e o Arthur, meu caçula que foi passar umas férias com sua tia, EUA, pedalou muito por lá ,e quando voltou me fez tirar as bikers que estavam a mais de quatro anos no depósito. Levamos até a loja pé de roda no shopping e preparamos para trilha. Foi então que conhecemos a EART, através do Marcus e de lá pra ka muitas pedaladas com essa família que se formou,o resto vocês já sabem......................DOM RATON