Ciclista forte, dentes saudáveis
A odontologia é essencial para a saúde e pode ser sua aliada no ganho de desempenho
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Cuidar dos dentes é tão importante quanto treinar
Por Juliana Saporito
Nem todo mundo sabe, mas cuidar da saúde dos dentes é tão importante quanto se manter atento às partes muscular e cardiovascular, tão exigidas no ciclismo. Prevenir infecções, proteger-se de lesões por contato ou por queda e até mesmo evitar a tensão – que causa problemas como o bruxismo – são fatores indispensáveis para garantir a qualidade nas pedaladas.
“O ciclista leva o corpo ao limite, favorecendo o surgimento de problemas odontológicos causados pelo impacto da atividade e também pela carga física empregada no esporte”, explicou Oscar Razuk, cirurgião dentista especializado em reabilitação oral e clínica geral. Por isso, a melhor medida para evitar problemas é trabalhar pela prevenção, antes de qualquer coisa.
“A odontologia do esporte deve funcionar como medida preventiva. Ela é essencial para potencializar a qualidade de vida e a saúde do atleta”, lembrou o especialista. Visitar o dentista periodicamente – de preferência um especializado em esporte –, realizar limpeza de tártaro a cada três meses e utilizar placas protetoras são algumas destas medidas que podem fazer toda a diferença na qualidade de vida e no ganho de desempenho do ciclista.
Aposte na proteção
As placas protetoras podem ser grandes aliadas do ciclista. Funcionam como almofadas e distribuem a força durante o impacto, protegendo as estruturas dentais e periodontais. “Tanto no ciclismo de estrada quanto no de velocidade, o atleta corre um sério risco de sofrer lesões, por impacto ou queda. Por isso, deve-se apostar na proteção bucal”, disse Razuk.
Ele comenta que há modelos confeccionados em policarbonato, em acrílico e em silicone, mas nem todos são ideais para quem pratica o esporte. As placas em policarbonato e em acrílico são mais rígidas e protegem mais externamente, mas podem ser desconfortáveis. Ao mesmo tempo, as de silicone protegem pouco os dentes, embora não machuquem a gengiva.
A solução? Equilibrar. “Os protetores confeccionados em policarbonato por fora e revestidos internamente com silicone são os melhores. No mercado, eles são conhecidos por ferve-e-morde e protegem sem machucar a gengiva”, explicou Oscar Razuk.
E, para quem tem dúvidas sobre as contra-indicações que os protetores podem ter em relação à parte respiratória, o especialista esclarece. “Não há qualquer ligação entre a respiração, essencial para o trabalho do ciclista, e os protetores. Utilizá-los não afeta em nada o desempenho”, finalizou.
Ronaldo Silva
19/11/2009 - 00:50